“Não deliremos”

Ontem, eu fiz o Tarô da lua cheia em Virgem. Para variar, as cartas me encheram de inspiração.

Aqui, eu quero falar um pouco mais sobre o conselho das cartas, que nos chegou pelo Arcano Maior, Imperador. Num período tão difícil e, para muitos de nós, doloroso, o que o grande dominador do Tarô tem a nos dizer?

Além do que eu já disse na live, penso ser importante ressaltar o modo como o Imperador pensa sobre as coisas à sua volta. Ele é pragmático. Procura ver tudo sem filtros emocionais, de maneira a poder tomar as melhores decisões. E como ele faz isto?

O bom imperador pensa no seu interesse e o combina ao interesse do seu povo. Ele está sempre cercado de conselheiros e busca extrair deles a melhor orientação. Hoje, mais do que nunca, precisamos nos posicionar humildemente, diante daquilo que não conhecemos bem. Aprender, neste jogo de Tarô da lua cheia, é uma ordem!

Por outro lado, a decisão final é tomada solidariamente. Lembro-me do conto, “O Rei à escuta”, do Italo Calvino. No conto, o palácio é visto como uma metáfora do nosso corpo. O autor debate sobre a nossa responsabilidade em reconhecer e atender as nossas próprias necessidades.

A certa altura do texto, lemos a seguinte passagem:
“Não deliremos. Tudo o que se ouve mexer no palácio corresponde às ordens que demos”.

Sendo assim, meus caros e caras, pode ter chegado a hora de analisarmos as ordens que temos dado a nós mesmos. Aonde elas nos tem levado? É este o lugar onde queríamos estar, ou chegou o momento de corrigirmos a rota e refletirmos sobre o destino que desejamos alcançar, daqui para frente?
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Diga-me como você tem passado estes dias e como tem conseguido tomar decisões, diante de tantas incertezas.
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Quando quiser obter uma ajuda das cartas, para compreender os desafios que o cercam, envie-me uma mensagem.

Respirar

Em tempos de pandemia de uma doença com fortes impactos sobre o sistema respiratório, respirar se tornou, mais do que nunca, num direito universal. Também é bom lembrar da súplica dos norteamericanos, Eric Gamer e George Floyd, expressa na frase “I can’t breath” (Eu não consigo respirar), quando eram atacados pela polícia daquele país.

Estes ataques mostram como o racismo é também uma epidemia, que bloqueia o fluxo de pensamentos e palavras verdadeiramente livres. O racismo e as demais formas de discriminação sufocam e infernizam a humanidade.

O elemento Ar, no Tarô, está representado pelo naipe de espadas. Normalmente, tarólogos e tarólogas reservam a este naipe unicamente significados de sofrimento e dor. Porém, é fundamental compreendermos que o Ar é o que mais se aproxima do 5º elemento, o Éter, representativo da espiritualidade. Além disto, a palavra ‘spiritus’, no latim, significava, ao mesmo tempo, respiração, espírito e vigor. Em hebreu, רוח (ruah) é a palavra que designa tanto espírito como respiração.

“O Espírito”, de Robert Fludd (1619)

O Ar, em termos holísticos, tem a ver com comunicação. Pensar, escrever e falar são ações fundamentais para o desenvolvimento da raça humana, como nós a conhecemos hoje. Comunicar é transportar ideias e emoções. Ao se respirar bem, eleva-se os níveis de consciência.

No Oriente, a respiração é parte fundamental da oração. Ao contrário do que muitos pensam, não se alcança uma espiritualidade de tipo superior com uma mente poluída por estímulos superficiais ou obscuros. O Ar também desobstrui e o silêncio é irmão da brisa. Assim, é preciso saber falar e calar.

Resolvi refletir sobre o elemento Ar, porque este fim de semana está mais tranquilo e a posição da lua, no céu, nos oferece boas condições para analisarmos aspectos complicados da nossa vida, em busca de soluções. Também, porque estamos no ano do Arcano Hierofante, que nos pede para usarmos bem a nossa razão.

Trouxe esta reflexão, principalmente, porque estamos numa época estranha, em que o pensamento complexo é, muitas vezes, considerado perigoso, ou mesmo maléfico. Todavia, pensar é respirar e, por conseguinte, é também viver. Pensar de forma correta é se posicionar a favor da vida e do espírito.

Talvez, estejamos finalmente a iniciar um período em que a humanidade se reencontrará com a verdade, segundo a qual, a razão é o recurso para organizarmos as emoções, darmos sentido aos nossos desejos e nos relacionarmos em harmonia e cooperação com as demais pessoas. Será o tempo em que a nossa mente se transformará no caminho que nos levará aos deuses.

E você, como estão os seus pensamentos? O que está passando passando pela sua cabeça?
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Imagens:
1. Zenina/Adobe Stock
2. “O Espírito”, de Robert Fludd (1619)

Por que eles não usam a máscara?

Tirei cartas do Tarô, para compreender melhor a atitude dos negacionistas e quais impactos da estupidez sobre as suas personalidades.

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Música: Youtube.com/AudioLibrary

Você e o outro

Uma ‘live’ para pensar o individualismo e como ele impede a superação dos maiores obstáculos pessoais.

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Imagem da capa: Internet.

Tarot da Semana de 18 a 24 de Janeiro

Oi, poeta! Oi, poetisa!

Retirei três cartas do Tarô, para obter conselhos para esta semana, até o próximo domingo, dia 24.

Ainda persistem o medo de avançar e o apego ao que já representa somente peso sobre as nossas costas. Todavia, emboras os sentidos já pressuponham que se pode fazer mais e melhor, a critividade ainda não ilumina um novo futuro.

As boas ideias estão tímidas – ou apavoradas – diante da persistência de um passado que teima em assombrar. Contudo, não há para onde correr: faz-se necessário olhar para trás, porque, estranhamente, terríveis monstros podem ser apaixonantes.

Este rei imponente no alto do jogo pode ter alguma dificuldade de abandonar o seu castelo carcomido por memórias terríveis de guerras que deram em nada. Ele sabe que, se não dissipar tais memórias, não chegará o momento para perpetuar a bonança.

É hora de fazer uma avaliação das atitudes tomadas até aqui. O projeto de um futuro resplandecente surgirá somente quando conseguirmos olhar para trás com consciência.

Por isto, esta será uma semana para começar a se desprender do passado. Errou, errou, já não dá para mudar o que foi feito, porém é possível agir diferentemente, de agora em diante.